quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Espalhem a notícia!

Eu bem que gostaria de voltar a este espaço – depois de uma leve sumida – para contar como foi tomar frozen com minha querida amiga. Mas acabei de receber um texto, da querida Márcia Frazão, que preciso passar adiante e, além do recurso da minha lista de e-mails, vou me valer deste espaço em que sei que tenho um tantinho de crédito de algumas pessoas. 

Então, repasso o texto e a informação. E quem quiser que passe adiante, com total autorização de Márcia.

Quem Não Gosta de Cães e Bicho, Bom Sujeito Não É.

“Vitalina, do alto do seu pouco mais de um século de vida, dizia: Cuidado com quem não gosta de criança e cachorro. Foram precisos muitos anos para que eu constatasse tamanha verdade quando há poucos dias assisti, estarrecida, uma poderosa figura da Prefeitura de Nova Friburgo, cidade que escolhi para viver, defender de maneira grosseira ( por que será que prolifera tanto a má educação e a soberba entre a cúpula política? ) a MATANÇA de animais de rua.


Para justificar tamanha atrocidade o infeliz argumentou que "cachorro de rua é que nem criança negra: ninguém quer adotar". Na hora em que ele falou, com uma linha imperceptível de sarcasmo desenhada nos lábios, gelei até o fundo do fundinho da alma, pensando que já tinha visto esse argumento em algum lugar. "Primeiro eles matam os cães , depois, os miseráveis que encontrarem pelo caminho" vó Vitalina falou lá do canto do céu onde agora vive...


E como me aterroriza pensar que ela pode estar certa, escrevo este texto como testemunho de que na cidade de Nova Friburgo, Rio de Janeiro, um infeliz secretário de uma secretaria que certamente deveria ser extinta e varrida do mapa, além de ter iniciado uma matança de animais, cruel, covarde e insana, insanamente deve andar com outras idéias na cabeça.
Como acredito que a
VOZ - a voz que tão bem definiu Chico Buarque numa música que agora me escapa o título - é o instrumento mais poderoso do que qualquer espada ou arma letal, peço que espalhe este texto e coloquemos a voz na boca do trombone contra o ato arbitrário e cruel que está acontecendo hoje, na cidade de Nova Friburgo.”

Márcia Frazão

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Tempo bom...

Em algum lugar, certa vez, eu vi esta frase, de Allophones Karr: “Algumas pessoas estão sempre resmungando porque as rosas têm espinhos. Eu sou grato porque os espinhos têm rosas.". E ela me fez pensar. Já estive por entre muitos espinhos e foi dentre eles que eu descobri a flor mais rara. 

Foi uma época sofrida. Eu trabalhava em um lugar dolorido, falso, insano, com pessoas na medida igual para tudo isso. Eu tinha medo de sair e não conseguir pagar o aluguel, no fim do mês, da recente vida de casada. E fui ficando.

Mas por mais que o ambiente e as pessoas fossem horríveis, existia Beatriz. Nossos horários pouco batiam. Nossa convivência – teoricamente – não durava nem duas horas diariamente. Mas a amizade floresceu. E ela foi o que de mais precioso ganhei do lugar mais terrível em que já estive.

Nossa amizade dura 7 anos. E cada dia se fortalece mais. Foi para a minha casa que ela correu quando injustamente foi despedida e ainda com a justificativa de que era por minha causa. A maldade não abalou nossa ligação. Foi no ombro dela que eu chorei as injustiças que me fizeram. E ela me viu casar. E almoçamos juntas inúmeras vezes. E rimos muito, com sua risada incomparável. E ela me viu mudar também. E nem a distância geográfica que hoje impede os almoços freqüentes, as tortas no fim de tarde, diminuem o nosso carinho.

E sabe do que eu tenho sentido falta? Daquele tempo bom, em que a gente pedia Frozen do America e ria e falava e ria mais um pouco. E há quem possa me perguntar: isso não era quando trabalhavam naquele lugar lá, em que te seguravam em plena sexta-feira até 20h – por pura maldade – e nunca te pagariam a hora extra? E eu responderei: Sim, mas quem disse que eu lembro do lugar? Na minha memória, só guardo o gosto do doce e o papo com a minha melhor amiga; a minha madrinha de alma.

Bia, vamos comer Frozen do America? Te encontro terça-feira! Saudade...

P.S.: O restaurante America está com um festival de Frozens...aproveitem!

P.P.S.: E você, qual tempo bom que você sente saudade?

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Deixe ir

Foto: Mário Hipólito

Não é fácil amadurecer. Eu acredito que, para que isso dê certo, é preciso ter uma alta dose de autoconhecimento. E isso se conquista diariamente. Sozinho, ou com a ajuda do psicólogo. A forma não importa. O que interesse é o resultado. 

Eu mesma acho que me conheço tão pouco. Precisando tanto me descobrir. Mas uma coisa eu sei: tem coisas que eu não quero deixar ir embora. O que não sei ao certo é o porquê disto. 

E não estou me referindo a pessoas queridas, momentos mágicos, objetos materiais. Nada disso. A grande neura da coisa é que me agarro a algo – ou alguém – que nem sempre me faz bem. Parece que tenho uma necessidade vital de provar que pode dar certo, que a inimizade – ou a antipatia – pode se transformar em amizade, simpatia, companheirismo. 

Eu preciso entender que nem todo mundo vai gostar de mim e que não é errado eu também não gostar de alguém. Cada um na sua, seguindo seu caminho. Sem que isso me traga angústia, ou frustração. 

Não sei se minha mente e meu coração entendem direito isso. Mas uma coisa eu sei: hoje vou deixar alguém ir. E vou seguir meu caminho. 

O que você precisa deixar ir?

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Obrigada por esperar!

Foto: Vítor Cid

Estou de volta. Depois de uma semana intensa de trabalho, o saldo foi:

- carinho de mãe e pai: comidinhas gostosas, beijos, abraços e muitas caronas;

- carinho de irmãos;

- carinho de amigos;

- novos amigos;

- muitooo trabalho;

- cabelo novo;

- e muita energia para o ano que começa!

Conto tudo isso em detalhes nos próximos dias, afinal, eu voltei e escreverei diariamente.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Esperem por mim...

Foto: Jorge Casais

Esta semana darei uma pausa nas postagens. Não fiquem tristes. Tudo em nome da profissão. Teoricamente ficarei ausente esta semana, mas se eu conseguir prometo que dou um alô estes dias. Senão, esperem por mim, porque segunda-feira que vem eu volto, cheia de coisinhas simples e encantadoras para contar! 

Beijos! Lu Fuoco

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Sessão Pipoca


Ontem foi dia de hambúrguer, salada e balde de pipoca em casa. Tudo isso para assistir ao filme Across the Universe, junto com meu primo mais que querido, Lucas, e a namorada dele que eu adoro, Mayra, que tão bem recomendaram a película. Para quem gosta de musical é um prato cheio. E para quem não gosta também! 

Todo baseado em músicas dos Beatles, o filme as contextualiza junto ao cenário do que acontecia na década de 60, através da vida de jovens que se cruzam por diversos motivos. Cada uma das músicas escolhidas ajudam a contar a história e os dramas vividos pelos pesonagens. Sutilmente, narra também – porém, de maneira ficcional – o surgimento de Janis Joplin e Jimi Hendrix no mundo musical. 

Across the Universe ainda tem a participação especial de Bono Vox, do U2, como o hippie Dr. Robert cantando "I am The Walrus".

Muito, muito bom. Eu recomendo que vocês corram até a locadora e façam uma sessão pipoca, aproveitando este tempo chato que abala a cidade, o campo e a praia.

E você, que filme recomenda?

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Simples assim...

Foto: Joaquim Martins

Hoje eu passei o dia trocando e-mail com uma assessora de imprensa pra lá de simpática, mas que conheço apenas virtualmente. A conversa girava em torno dos nossos desejos, dos nossos anseios de vida. 

O meu é ganhar o suficiente para não perder o sono com as contas e poder viajar uma vez ao ano. Também é juntar o necessário para comprar o apê que morei em Sampa, comprar o terrenão de frente para o mar que namoro e lá poder construir uma casinha na medida para mim e meu marido, plantar muitas árvores frutíferas, além de alface, tomate, ervas e flores. E passar o resto dos meus dias escrevendo. 

E não é que justamente hoje, assim, no fim do dia, topo com o poema delicioso da querida Mari Marinaro, que descreve bem os anseios da minha alma? 

Pois bem, divido com vocês toda esta simplicidade e maestria.

Vadiar – Mari Marinaro

Adoraria vadiar para o resto da vida,
escrever poemas 
e passar tardes comendo pêssego – branco e duro.

E se fosse de calcinha, 
ao lado de um alegre homem de cueca,
passaria os dias rindo,
até perder a respiração,
e só me permitiria chorar
se fosse de pura emoção.

E, sempre que chovesse, 
me sentaria na varanda
para ouvir a chuva me aconselhar.

Sem pressa, réplica ou apartes,
de posse da sabedoria 
que o momento é de me calar.

De deixar o pensamento vagar 
sem buscar resposta,
dar paz a mente,
ainda que a ventania bata à porta.

terça-feira, janeiro 20, 2009

Contando

Embora o blog esteja no ar desde 2007, achei interessante saber quantas pessoas passam por aqui. Então, hoje, inaugurei o “contador” de entradas. Como eu não tenho a menor idéia de quanta gente passou por aqui desde o primeiro texto, achei por bem começar do zero. Por isso o contador estará bem baixinho. Mas espero que em breve os números sejam expressivos.

Outro dia, li numa matéria (não lembro ao certo em qual veículo) que estes contadores são uma faca de dois gumes, afinal, da mesma forma que ele pode bombar, marcando muitas entradas, ele pode minguar e deixar o autor infeliz por ter tão poucos leitores.

Mesmo tendo noção do perigo, resolvi encarar o desafio. Mas, sim, realmente, eu espero ver muitos acessos. 

E você, tem contado o quê?

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Bodas de Açúcar

Sábado foi um dia especial. Completamos 6 anos de casados. E sabe o que é mais bacana disso tudo? Nem percebemos esse tempo passar.

Isso significa que desde o começo nossa relação é tão leve – no sentido de não ser uma obrigação – que o resultado é a soma destes anos sem que eles sejam pesados. Ao mesmo tempo nossa vida é tão intensa, tão cheia de nós, que eu não saberia descrever um momento sequer sem que ele tenha a interferência do meu bem.

Somos capazes de passar o dia inteiro juntos e ainda ter o que conversarmos ao chegar em casa. E rimos, rimos muito: de nós, da vida, dos acontecimentos. E eu choro no ombro dele e ele me conforta. E ele acorda todos os dias com pique total, falante e engraçado, enquanto eu só quero mais cinco minutinhos de sono. E ele se diverte com a minha preguiça e eu me encanto com sua energia.

Ainda sinto frio no estômago toda vez que ele me dá aquele beijo. E quando sinto o perfume que ele deixou no ar, meu coração acelera. E quando ele decide cozinhar, sou capaz de ficar horas observando suas mãos ágeis preparando tudo. E toda a sua sensualidade me arrepia.

Ele implica toda vez que peço massagem no pé, mas nem por isso deixa de fazer. E eu implico toda vez que ele pede para cortar suas unhas do pé, mas nem por isso deixo elas crescerem desenfreadamente. Ele sabe ser ranzinza e egocêntrico. E eu sei ser turrona e intolerante. E assim a gente se ajeita e se entende e se concerta e se aprende e se ama.

Nesse nosso mundo, nos bastamos simplesmente com o nosso amor. Somos amantes, namorados, leais, parceiros, cúmplices na vida que escolhemos para nós. Por isso mesmo somos muito felizes.

E é exatamente por tudo isso e um pouco mais que quero passar o resto dos meus dias ao teu lado. Você esquentando meu pé e eu coçando suas costas. Eu te amo hoje e além, sempre mais.

Fernando Pessoa resume muito bem o nosso viver: "Há tanta suavidade em nada dizer e tudo se entender". Assim somos nós...

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Pagando mico

Eu sempre achei muito romântico ver as estrelas num passeio de roda gigante. Pena que, para mim, o romantismo só fique na imaginação. Tenho pavor de altura. Travo. Passo mal.

Domingo passado fomos ao parque de diversões levar a sobrinha de três aninhos para brincar. Maridão, então, me convidou para irmos à roda gigante. O convite foi feito de forma tão meiga e fofa, que eu acreditei que o momento seria perfeito e que eu não temeria nada. Ledo engano. 

Na hora de entrar no cestinho, travei. Para não assustar a criança, acabei entrando. Mas fiquei na cena mais ridícula do universo: agarrada ao ferro de sustentação e de olhos fechados. A sobrinha? Ria adoidado. O marido também! 

Já que o romantismo tinha ido por água abaixo mesmo, a mim restou lembrar da amiga Milana, que recentemente nos convidou para voar de balão e, desde então, acalento este desejo. E, naquele momento patético, eu só conseguia repetir sem parar: “Desse jeito como vou voar de balão?" 

E você, passa ridículo por medo de quê?

Foto: Milana Dan

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Abraço apertado


Dezembro já se foi. E aquele foi o único dia do ano em que não pensei em você. O único dia, por toda a minha vida, que eu prometi que não me lembraria você. Porque você sempre foi vida. E é vida que eu quero sentir ao lembrar de você.

Hoje sonhei contigo. E o abraço apertado que te dei parecia real, pena que você não estava em meus braços. Bateu saudade. Saudade doída. Daquele abraço, daquele sorriso, daquela voz que há um ano não ecoa.

Saudade é a palavra mais linda que existe. E que apenas nós temos. Significa tanto. É tão carregada de sentimento e...vida.

Deixo aqui uma música que não foi feita por mim, nem para mim. Mas que resume exatamente aquele meu dezembro. Feita justamente por uma italiana, cantada em italiano, pelos mesmos motivos e sentimentos. Coisas do destino....

Para você, com muita saudade.
Invece no - Laura Pausini

Forse bastava respirare
Solo respirare un pò
Fino a riprendersi a ogni battito
E non cercare l'attimo
Per andar via
Non andare via

Perchè non può essere abitudine
Diciembre senza te
Chi resta qui
Spera l'impossibile

Invece no
Non c'è più tempo per spiegare
Per chiedere se ti avevo datto amore
Io sono qui
E avrei da dire ancora
Ancora

Perchè si spezzano tra i denti
Le cose più importanti
Quelle parole che non usiamo mai
E facio un tuffo nel dolore
Per farle rissalire riportarle qui
Una per una qui

Le senti tu
Pesano e si posano
Per sempre su di noi
E si manchi tu
Io non sò riperterle
E non riesco a dirle più

Invece no
Qui piovono i ricordi
Ed io farei di più
Di ammettere che è tardi
Come vorrei poter parlare
Ancora ancora

Invece no non hopiù tempo per spiegare
E avevo anch'io Io qualcosa da sperare
Davanti a me

Qualcosa da finire insieme a te
Forse mi basta respirare
Solo respirare un pò
Forse è tardi
Forse invece no

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Eu trabalho!

Foto: Luciana Fuoco

Quer me deixar profundamente irritada? Então, fique indignado por eu não poder ir à praia com você, em plena semana, no horário comercial. E verbalize isso para mim. Pronto, conseguiu me tirar do sério. Muito. De verdade.

O povo acha que só porque eu não bato cartão e moro na praia, todo dia é dia de festa. Que trabalho só o dia que quero, ou que posso pegar no batente em qualquer horário, para lagartear à vontade na praia. Vai ver meu dinheiro também dá em árvore – e em penca!

Só para esclarecer: eu trabalho muito mais do que fulano que bate cartão. Isso mesmo. Às vezes, são mais de 12h diárias enfurnada na mesa com a cara no computador; também costumo me internar com esta maquineta que digita em feriados e finais de semana. Ah! E eu NÃO tenho férias. NUNCA. Sabe por quê? Porque eu só ganho dinheiro se trabalho, afinal, sou dona do meu próprio negócio e isso não significa trabalhar quando e quanto se quer e, ainda sim, o dinheiro bater na porta no final do mês. Aliás, eu não sei o que são férias de 15, 20 ou as maravilhosas de 30 dias desde abril de 2004. Exatamente quando deixei de bater cartão em algum lugar.

Entendeu? Mesmo? Ou quer que eu desenhe?

terça-feira, janeiro 13, 2009

Abaixo à temporada

Eu lembro muito bem da época em que eu esperava ansiosa pelas férias de verão e de inverno. Quando criança, isso era sinônimo de correr para a praia. Depois de crescida, a torcida erra por um feriado prolongado.

Hoje, morando na praia, torço pelo fim das férias e para que os feriados não sejam prolongados. Egoísmo? Talvez, mas nem tanto.

Embora o verão seja a época que os comerciantes daqui mais têm chances de faturar alto e garantir o sustento para o restante do ano, esta é uma época em que a cidade fica lotada de gente sem educação.

As ruas não têm semáforos, porque quem mora aqui pára (ai, ai, logo este acento não mais estará por aí!) na faixa de pedestre para as pessoas atravessarem. Mas, durante a temporada, o que mais vemos são pessoas desrespeitando esta cordialidade. As praias ficam sujas e os animais não são respeitados.

Como alguns sabem, tenho muitos bichos. Em casa somos em 10 integrantes: eu, meu marido, sete gatos e uma cachorra. Muita gente pode achar absurdo, mas meus animais são como filhos para mim. O que eu não admito para um ser humano também não admito para um bicho.

E o saldo da sexta-feira passada foi uma corrida emergencial ao veterinário, com minha cachorra convulsionando e um barraco com a vizinha, que peguei no pulo atirando o chinelo no meu gato.

Enquanto as pessoas teimam em não ter educação, eu torço pelo fim das temporadas de férias e os feriados prolongados. Quero paz para mim e para os meus bichos!

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Um novo começo

Foto: Fátima Silva

O novo ano chegou. E já está a todo vapor. Mas 2009 começou diferente para mim: sem planos, sem expectativas, sem resoluções. Apenas desejos. Simples e sinceros. Realistas ou não. Mas cheios de intenção.

Este ano não vou prometer nada. Não farei listas. Nem promessas. Serei apenas coerente com meus desejos.

E assim seguirei este novo ciclo. Mais leve. Mais fluida. Mais Simples.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Boas lembranças...


Ah, eu ando numa coisa com a música italiana. Não sei se é a época, a saudade, ou a falta dele. Mas sei que os rumos do meu coração podem estar se acalmando.

Ao falar da música de Laura, semana atrás, a Márcia comentou sobre a música “Io Che Amo Solo Te” e isso me trouxe uma lembrança da infância. Enquanto eu lia as escritas de Márcia nos comentários lembrava que eu era alucinada pela música “Dio Come Ti Amo”, acho que associei porque ambas falam de amor.

Quando eu era pequena, fazia meu avô ficar cantando para mim repetidas vezes, enquanto o disco rodava na vitrola. Eu tentava acompanhá-lo no meu italiano enrolado e improvisado e na minha desafinação de criança. Ele se divertia.

O mais reconfortante foi relembrar este momento sem dor, apenas com saudade. Pude sentir como se estivesse novamente vivendo aquele momento. E isso foi mágico, não dolorido.

Vou deixar esta música deliciosa, junto com a minha lembrança, na voz de Gigliola Cinquetti. E você, qual música te traz lembrança boa da infância?

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Quando o espelho trai

Foto: Sílvia Antunes

Você se dá conta de que não tem mais 20 anos quando o seu médico pede um ultrassom de mama. Esta foi a conclusão que cheguei ao voltar da consulta ao ginecologista. 

Não que eu me ache velha ou coisa do tipo. Longe de mim estes dramas, aliás, acho importante ver a passagem do tempo, acho divino completar mais um ano de vida, sempre. 

Mas eu tenho um certo problema de percepção. Eu já havia comentado isso com o marido psicólogo. É que, às vezes, a Luciana que reflete no espelho não é a mesma que habita este corpo. E isso me confunde por vezes.

Tenho a sorte de parecer mais jovem do que sou. Muita gente, quando acaba de me conhecer, jura que tenho 18 anos, quando, na verdade, tenho 28. Isso é bom e costumo brincar com o desconhecido – que se envergonha pelo erro matemático – que não se avexe, porque se ao chegar aos 50 pensarem que tenho 40 será uma economia e tanto em plásticas...rs. 

A questão é que, às vezes, eu mesma me assusto. Tem horas que olho no espelho e aquela face não combina com os conhecimentos que adquiri, com as coisas que já vivi, os traumas que superei, as dificuldades que venci. Isso me incomoda. 

Quer sair da filosofia e ter exemplos práticos? Pois bem. São 10 anos de jornalismo e tem gente que não acredita. Outro: dou aula em uma universidade e há professores que estranham em me ver na sala dos professores, ou ainda estudantes de outras turmas que me confundem com aluna. E quando o segurança me pára no meio da manobra, no estacionamento dos professores, dizendo que não posso parar ali porque é vaga de docente? Argh! Sem comentários...

Acho bonito o corpo acompanhar a alma, a vida que foi vivida. Isto não significa que serei uma senhora pelancuda, deixo bem claro.

Mas também há os momentos em que, opa, como assim ultrassom de mama? Eu só tenho 20 anos!

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Cante, cante...


A música sempre fez parte da minha vida e foi muito freqüente na minha infância. Músicas italianas, nem preciso dizer. Claro que não eram as músicas pop de hoje. Mas, enfim, assim eu me apaixonei por este idioma.

Certa vez, quando fazia faculdade de jornalismo, fui a uma rádio para fazer uma entrevista de estágio. Enquanto a pessoa me apresentava o estúdio, tocava uma música italiana e a locutora soltou a pérola – não no ar, obviamente – “música italiana é por excelência brega”. Nem preciso dizer que o sangue me subiu, mas fiquei quieta, afinal, eu estava em busca de um emprego.

Coisas da vida. Estórias para contar. Brega ou não, o fato é que eu amo música italiana. E, por mais que eu seja louca pelas tradicionais melodias, não consigo deixar de gostar de músicas como Laura Pausini canta. Tudo bem, confesso: a-do-ro Laura...

E justamente esta que deixo aqui para ouvirem no final de semana tem tudo a ver comigo, com a minha alma musical e com a trilha sonora que imagino para os momentos da minha vida.

Porque eu canto, mesmo desafinadamente, canto. Canto alegre e forte, com a voz ao vento e com a alegria “de quem esperará por isto e aquilo que virá”.

E você, o que canta? Bom final de semana!

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Um dia meio assim...

Triste como o que não tem serventia,
o ódio cobrindo o dia
e a escuridão a o confortar.

Triste como quem se rende a companhia 
do amor que faz chorar.

Triste como o destino traçado, 
atrelado a um cenário
onde o esforço não tem lugar.

Triste como algo mal resolvido,
incerto e impreciso
na rotina a torturar.

Mas o mais triste é acreditar na vida,
no amor e na família
e ter de se questionar.

Poema: Conflito, de Mari Marinaro

Projeto Mil Casmurros

"Em particular animou-me a suportar tudo com paciência; no fim de um ano as coisas estariam mudadas, e um ano andava depressa. Não foi ainda a nossa despedida; esta fez-se na véspera, por um modo que pede capítulo especial. O que unicamente digo aqui é que, ao passo que nos prendíamos um ao outro, ela ia prendendo minha mãe, fez-se mais assídua e terna, vivia ao pé dela, com os olhos nela."

Pessoal, este é o Projeto Mil Casmurros, em que você escolhe o trecho do livro, grava e vai disseminando por aí pedaços da narrativa contada por várias pessoas. A dica foi da espertíssima Iêda, do Vida Bailarina.

Eu participei e achei o máximo. Que tal você também participar? 

É só acessar o site do projeto Mil Casmurros e seguir as instruções. Mas você precisará de webcam e microfone.

Depois me conta aqui o trecho escolhido que eu vou lá assistir sua interpretação.

O projeto surgiu para divulgar a minisérie Capitu, baseada no livro Dom Casmurro, de Machado de Assis, que será exibida de 9 a 13 de dezembro, na Rede Globo.



sexta-feira, novembro 28, 2008

Vai e volta

Foto: Lu Fuoco (preciso aprender a tirar boas fotos...hihihi)

Já faz algum tempo que a Coca-Cola decidiu colocar no mercado novamente os vasilhames retornáveis. Assim como no passado, as garrafas são de vidro e de 1 litro. Nem todo mundo aderiu e cada um por suas razões. Eu não segui o caminho porque tenho gatos que quebram garrafas e consumo demais a tal bebida para me contentar com um litro, ou seja, teria de ter várias garrafas.

Porém, faz uns dois meses que descobri no supermercado a Coca-Cola retornável de garrafa pet e de 2 litros. Aderi na hora. É prática, exatamente na medida do meu consumo, ecologicamente correta e mais barata. Tenho 3 vasilhames em casa.

Mas fiquei muito chateada quando a moça do caixa me contou que a maioria não gostou e não tem aderido. Isso significa que corremos o risco da empresa (Coca) desistir da idéia e tirá-la do mercado.

Eu acho um absurdo. Precisamos produzir menos lixo, minha gente. Agora vou dizer a minha percepção: a culpa é da própria Coca-Cola. Afinal, eu não vi uma ação decente de marketing a respeito. Nem em veículos de comunicação, muito menos no ponto de venda. Eu mesma descobri o produto por acaso.

Como sou adepta da idéia, vou divulgar. Por isso, pessoal, procurem pela Coca retornável de 2 litros, em garrafa pet, em seus supermercados.