quarta-feira, setembro 10, 2008

Trauma???


Quando eu era pequena, minha mãe sempre me chamava de Lu ou Luca. Nos momentos mais especiais, ela me chamava de Mona (apelido que só ela me deu, porque eu não conseguia falar Mônica – do Maurício de Souza – e falava Mona e isso faz minha mãe lembrar da minha infância). Mas se o meu moral estivesse baixo, era Luciana. E se a coisa estivesse feia, era Luciana Maria. Aí eu sabia que era o fim, porque minha mãe é muito brava.

Aí acho que fiquei traumatizada. Embora adore meu nome, detesto que alguém que já tenha trocado palavras por duas vezes – no máximo – comigo, me chame de Luciana. Pode chamar de Lu, fico mais à vontade, é mais fácil, mais curto...

Lembro que uma vez pedi para uma editora, que gosto muito, parar de me chamar de Luciana, porque me dava a sensação de que ela estava brava comigo. Ela achou engraçadíssimo, mas entendeu. No começo, ela me ligava e dizia: “Luciana? Ai, desculpa, é Lu”. E caíamos na risada.

Por conta disso, vivo chamando as pessoas por Cí (Cíntia), Vi ou Vivi (Viviane), Lá (Larissa), Ká (Kátia) e por aí vai. Mas, às vezes, tenho uma sensação de que a pessoa do outro lado da linha – ou do e-mail – não curte muito essa “intimidade” forçada. Afinal, em alguns casos, acabei de conhecer a pessoa, em outros não há uma amizade para tanto.

Eu fico sem graça, mas eu não consigo. É mais forte do que eu. Virou mania, acho. Claro que se percebo que a pessoa insiste em me chamar de Luciana e assinar pelo nome inteiro (mesmo que eu esteja iniciando o e-mail com o tal diminutivo), eu me manco. E óbvio que não faço isso com fontes, ou com pessoas mais velhas, ou com autoridades. Tenho bom senso, afinal.

Mas com o pessoal que costumo ter mais contato, não tem jeito. Será trauma ou mania? Ainda não consegui descobrir. E você tem algum trauma-mania ou alguma mania-trauma? Conte a sua história!

terça-feira, setembro 02, 2008

Presente da Ju

Foto: Alberto Alves

Quando viu a descrição que coloquei no meu perfil do Orkut – “Às vezes cheia, outras minguante, ora crescente e por fim nova!” – Juliana cismou que talvez tivesse visto a expressão em algum poema.

Fiquei curiosa, porque a frase saiu realmente da minha imaginação. Então, pedi que se achasse me mandasse porque eu queria conhecer o tal.

A expressão não era a mesma. Mas ela tinha razão. Há um belíssimo poema de Cecília Meireles sobre a lua. E hoje ela me mandou de presente e eu compartilho com vocês.

Obrigada, Ju!

Lua Adversa

Tenho fases, como a lua.
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua)

No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Cecília Meireles

sexta-feira, agosto 29, 2008

Eu quero ser mãe!

Foto: António Amen

Pronto. Está decidido. Eu quero ser mãe!

Mas eu nunca quis ser mãe. O que será que acontece? Serão os hormônios? A idade? Ou o trabalho – tenho escrito sobre bebês? Será ainda a sociedade: os amigos tendo filhos, os sobrinhos nascendo?

Não sei. Só sei que tenho desejado muito ser mãe. Será que isso passa?

Porém, querer nem sempre é poder...

Financeiramente, ainda, é inviável trazer um filho ao mundo, no meu mundo. A casa precisa crescer, a renda precisa aumentar. E, por mais que me digam que tudo se ajeita, não tenho coragem de encomendar uma vida sem ter certeza de que posso criá-la.

Fiz muita coisa na vida com meio planejamento, só garra e na coragem. Mas esta não dá. E é frustrante querer e não poder.

Será que isso também passa?

E você, o que anda querendo e podendo, ou não?

Prazer, eu sou o Pica-Pau

Quarta-feira livrei o marido da tarefa de levar a Branca (nossa cachorra) passear para fazer as necessidades. Não curto muito fazer isso porque ela não me obedece e, sendo um Dogo Argentino – maior e mais pesada que eu –, teima em me arrastar vários quarteirões.

Mas naquele dia uma grata surpresa me aguardava. A Branca resolveu parar para fazer xixi em frente a uma árvore. Comecei a ouvir um barulho e estranho. Olhei para cima e vi, pela primeira vez, um Pica-Pau.

No começo duvidei se era mesmo o tal, afinal, ele nada se parecia com o passarinho endiabrado do desenho. Mas meus olhos não estavam malucos e meus ouvidos não estavam surdos. Era um Pica-Pau com certeza!

Fiquei ali, uns dez minutos, apreciando. E pensei: cada dia tenho mais certeza de que a escolha que fizemos foi a melhor. Imagina se eu veria um Pica-Pau em plena avenida Paulista???

Quando voltei para casa, corri na internet e descobri que existem várias espécies de Pica-Paus. Existe, sim, um igual ao do desenho. Mas o que eu vi era diferente. Igual a imagem que achei.

Nem preciso dizer que a quarta-feira começou boa demais. E você, quais são as pequenas coisas, ou as coisas inesperadas que fazem o seu dia começar mais alegre?

segunda-feira, agosto 25, 2008

Prêmio Dardos


Ganhei de presente mais um selo do mundo dos blogs: o prêmio Dardos. E foi a querida amiga Karina, do blog Delirium, que me presenteou. Fico super feliz não só porque a Ka gosta de coisas boas, mas porque ela é uma pessoa que vou sempre levar no coração.

Obrigada amiga!

Ele tem o seguinte significado:

"Reconhecer os valores que cada blogueiro mostra a cada dia, seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc. Em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras…".

E ele tem três condições:

*Aceitar exibir a distinta imagem
* Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.
* Escolher quinze 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos.

E os meus indicados são:

Blog do Cris

Rima-Mari-Rima

Delirium

Miojo

Eu corro porque...

Gatoca

Liliane Prata

Chez Cris

Em cima do Salto

sexta-feira, agosto 22, 2008

Olimpíadas 2008 - Parte 2

Foto: UOL (o link leva não só à foto, mas também à notícia dada pelo portal)

Não sou daquelas que costuma usar a máxima egocêntrica “Eu não disse?”. E não vou usá-la hoje. Mas já era de se esperar o que aconteceu com a Ginástica Rítmica brasileira.

Não nos classificamos para a final. E pior: amargamos o último lugar. Somos a pior equipe de todas que competiram. Detalhe: até das japonesas, que se estabanaram horrores numa troca de aparelhos.

O problema não são as meninas, embora elas tenham menos nível técnico e de habilidade do que a seleção anterior. Mas isso se aprimora, afinal, elas são jovens e inexperientes.

A grande questão é: só existe uma equipe que pode nos fazer ganhar e ela está em Londrina. Antes eu diria que só Bárbara Laffranchi poderia reverter a situação. Não penso mais assim, afinal temos Camila Ferezin. Porém, de alguma forma, Bárbara ainda é fundamental para o esporte e isso afirmo com todas as letras.

Por mais que os políticos do esporte torçam o nariz, eles têm de admitir que a Unopar fez aquilo que era de responsabilidade deles fazer – e não fez. E quando tentou fazer, fez meleca.

Vamos lá: a Unopar montou um centro de GR excepcional. As ginastas da seleção eram mantidas por eles – com ajuda mínima e inexpressiva da Confederação. Ali era possível treinar em pé de igualdade com as meninas do leste europeu, tradicionalíssimas no esporte.

Acrescente a isso a genialidade de Bárbara Laffranchi. Sim, porque ela é genial. E sobre gênios, não há muito o que se explicar, apenas entender que naquela pessoa se concentra tudo o que é preciso de conhecimento, dedicação, amor e insight. Tudo na medida certa. Por enquanto, Bárbara é insuperável. É preciso reconhecer.

A apresentação de hoje estava mais bonita e elaborada. A música também (embora num dado momento, música e elementos se descompassaram). Mas houve ajuda de gente mais experiente. Isso, Bárbara nunca precisou. Pelo contrário, foi Oleg que precisou dela, para apimentar a coreografia com a qual Daiane se consagrou no Mundial. Pois é!

Está claro que a Unopar detém o conhecimento e a estrutura. Se quisermos batalhar por medalha neste esporte é preciso devolver a eles o bastão. E Bárbara fez escola. Quem acompanha o trabalho da GR sabe dos feitos que Camila Ferezin tem conquistado com sua equipe. Por isso digo: devolvam à Unopar o direito de fazer aquilo que só eles sabem fazer: uma seleção brasileira de Ginástica Rítmica de verdade.

Parabéns às meninas que se esforçaram. Isso nunca é em vão...

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Eu chorei!

Foto: UOL (o link leva não só à foto, mas também à notícia dada pelo portal)

Foi impossível conter as lágrimas depois da vitória de Maurren.

Um arrepio dominou o meu corpo e, quando percebi, eu já estava chorando. Depois de tudo o que ela passou, conquistar o pódio máximo é a consagração de todo o esforço e batalha.

Confesso que o choro não foi apenas por compartilhar a emoção que ela sentia. Naquele momento, pela primeira vez, não me envergonhei por não ter lutado para ser quem um dia quis ser. Isso já foi um assunto mal resolvido na minha vida. Hoje, percebi que não é mais.

Minha batalha, agora, é por aquilo que eu sei que quero e que posso ser. Ela está dura. Mas ver superações assim – com todas as dificuldades que sabemos existir – me faz ter certeza de que também posso chegar lá.

E eu vou!

Parabéns para a Maurren e para todas as pessoas que se superam diariamente por aquilo que querem ser, por aquilo que acham que devem ser, ou por alguém – ou algo – que acreditam que valha a pena lutar.


quinta-feira, agosto 21, 2008

Olimpíadas 2008 - Parte 1


Foto: UOL


Nada melhor do que ser dono do seu próprio tempo, não é? Claro que isto também é um perigo. Hoje, por exemplo, me dei ao luxo de começar o trabalho mais tarde. Tudo para assistir às preliminares da Ginástica Rítmica nas Olimpíadas. Óbvio que vou estender o turno para além do horário de costume, mas o que há de mal nisso?

Assisti às apresentações e gostei muito do que vi – tanto nos individuais quanto nas equipes – mas é fato: o conjunto brasileiro não tem chance. É triste dizer isto. Só que é a pura verdade.

É só juntarmos as peças: ganhamos o Pan porque não havia como perder – são menos competidoras de alto nível e tinha lá o tal lance político –, no entanto, fomos péssimas no Mundial e só estamos nas Olimpíadas porque fomos convidadas. Sim, amigos, diferente da seleção anterior, que mesmo com a vaga garantida em Atenas por conta do Pan, cravou a série no Mundial da época e não foi para a Grécia como equipe convidada.

Erros acontecem e, por isso, não melhoramos nossa posição na última Olimpíada e repetimos Sidney. Porém, nível para batalhar – pelo menos – o terceiro lugar do pódio tínhamos e muito. Música bem escolhida, roupa perfeita e série com nível elevadíssimo.

Isso, infelizmente, a equipe atual não tem. Nem de longe.

Sinto pelas ginastas, que batalham, lutam, treinam, se esforçam. E fizeram uma apresentação linda, com energia e sorrindo o tempo todo. Mas isso não basta. É preciso ter um corpo técnico que saiba elaborar coreografias difíceis, que nos coloquem em pé de igualdade para competir com as russas, bielo-russas, ucranianas e azerbaijanas.

Estamos apresentando séries primárias, com elementos que eu executava quando praticava o esporte lá nos idos de 90.

O alto nível das apresentações em Pequim já nos deixou na última posição da primeira preliminar. Se o nível de dificuldade continuar igual para a próxima apresentação, o oitavo lugar tão suado que conquistamos e que nos tirou do limbo da GR mundial será ocupado por outro país e iremos amargar as últimas posições.

Uma pena, para as atletas que estão fazendo de forma belíssima a sua parte. Mas, quem sabe, uma lição para os políticos do esporte que, por ego, meteram os pés pelas mãos!

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Um sentimento: hoje era dia que o telefone tocaria, mas não tocou. Ainda lembro quando ele ligava e dizia “Bela, liga a televisão. Está passando GRD” ou ainda “Lu, você está assistindo? Está passando no canal ...”. Faz falta ouvir essa voz. Foi muito difícil passar a manhã sem ouvir o telefone tocar.

Eu não estava preparada para isso. Mas quem será que está? Há sempre alguém esperando o telefone tocar...


Mas acho que o mais triste é que ninguém ligou. Nem ele, nem ela, que também ligava. Ele se foi, mas e ela? Onde será que ela se encontra? Só ela sabe, ou, talvez, nem ela...

quarta-feira, agosto 20, 2008

Despertar...



Coisas bem simples alegram o dia. Eu, por exemplo, adoro despertar com o cheiro do café fresquinho que o meu marido faz todas as manhãs. É impressionante como o simples aroma do café recém coado traz uma sensação de conforto e aconchego para mim.

E olha que eu não tomo café. Quer dizer, tomo raramente. Embora eu goste, ataca meu estômago, então, evito. Mas o cheiro eu consumo sem moderação.

Tenho uma relação muito próxima com este fruto. Quando pequena, meus avós moravam em uma casa que tinha um pé de café. O cheiro adocicado da fruta me fascina até hoje e posso reconhecê-lo à distância.

Minhas tardes, naquela época, eram regadas ao cheiro do café coado por minha avó e ao gosto adocicado da fruta, que ela colhia para eu comer.

Coisas simples, mas tão importantes. São lembranças que fazem parte daquilo que sou hoje e de onde encontro aconchego sempre que preciso. E você, quais são suas simples lembranças?

segunda-feira, agosto 18, 2008

Para ela...

Foto: Jorge Casais

Eu falei com ela. Nem acredito! Este ano, não havia conseguido nem no aniversário. Tive de me contentar em deixar um recado. Mas agora eu falei. Ouvia a voz dela de novo. E a vi. Nossa, eu a vi. E como ela está feliz. É nítido. Nunca a tinha visto tão feliz e tão linda. Como ela está linda! Que saudade. Apertada. Doída. Mas tranqüila. Porque ela está feliz, muito feliz. E tem um moço. Muito simpático. E planos. Muitos planos. Deliciosos planos. E a casa? Tão bonitinha. Não conheço por inteiro. Vi um pedacinho. Mas tinha cara de lar. De aconchego. De família. De seu, todo seu. Ah, mas e aquele sorriso. Que sorriso escancarado, gostoso: FELIZ. Como foi bom ver aquele sorriso e ouvir aquela voz e sentir aquela energia.

Minhas últimas semanas foram tensas, doloridas, frustrantes, tristes. Eu não poderia ter começado esta segunda quinzena de melhor forma. Foi um presente. Um alerta. Um carinho. Meu coração também ficou feliz.

E eu queria dizer quem era, mas ela sabe que é ela. E eu queria mostrar quem era, mas eu sei quem é. No mundo em que a gente desconfia de tudo, melhor é deixar assim. Palavras ao vento, sentimento no peito e imagem na alma. Ela sabe que é dela que eu falo. E eu sei o tamanho que ela tem em mim. E a felicidade que foi ouvir a voz dela e ver o sorriso...ah, aquele sorriso.

Se cuida, minha querida. Eu te amo. E muito. E você faz falta. Demais!
Até breve...

Voltei!


Estou aqui, novamente. Mas sem promessas, porque cansei de não conseguir cumpri-las.

Peço desculpa pela ausência, foi o trabalho que consumiu todo este tempo. E a falta de organização também, confesso.

Só quero dizer algumas coisas, para você que me acompanha fielmente – mesmo com as minhas ausências:

1 – Estou de volta!
2 – Com muita vontade de escrever...
3 - ...e comemorar.
4 – Dia 30 o blog faz um ano!!!!
5 – espero vocês para o bolo virtual.

Beijos e beijos

quinta-feira, julho 10, 2008

Meu vício!

Foto: Vivi Zavataro
Não adianta, pode falar o que quiser: que desentope pia, tira mancha de não sei o quê, dissolve bife, ou que vai me dar aquela gastrite. É tempo perdido, confesso. Não consigo me separar de uma Coca-Cola geladíssima.

Se estou nervosa, ansiosa ou preocupada, nada que um copo – ou garrafa – deste liquido da terra do tio Sam, para me acalmar.

É triste, eu sei. Mas vício, é vício, oras!

Toda vez que reclamo de uma celulite nova, já sei o que meu marido vai falar: “Pára de tomar Coca-Cola”. Então, desisto de reclamar.

A paixão é tanta que, pasmem, eu tomo até no café da manhã. Sim, porque O-DEI-O leite, então, a Coca faz a vez. Minha madrinha não se conforma até hoje. E minha amiga nutricionista, assim que terminar de ler estas linhas, é capaz de rodar 200 Km só para puxar a minha orelha.

Eu sei que ela vai ter razão. Mas ninguém até hoje me deu uma sugestão de como parar com a tal bebida. E olha que não foi por falta de pedidos. Será que existe um CA – coca-colamaníacos anônimos? Talvez eu freqüentasse.

E você aí que me lê quietinho, qual o seu vício? Ou qual a sua dica para eu me curar do meu?


P.S.: Vivi é uma amiga querida que é maníaca por Coca-Cola assim como eu. Ela fez a foto que eu faria se estivesse no lugar dela. Aliás, Vivi está longe – mas muito feliz – e deixa uma saudade enorme aqui por estas bandas. Vivi, beijo procê!

sexta-feira, julho 04, 2008

Link de prestígio


Já conhecia a Rosane, sem conhecê-la pessoalmente, porque temos uma amiga em comum. Mas só cheguei ao blog dela porque vi a "propaganda" no site da Marie Claire, justamente quando eu procurava a matéria dessa amiga conjunta para ler.

E foi assim, em um clique, que me encantei com as histórias dessa moça que mora só, mas não tão só assim, afinal, sua filha é sua grande companhia.

Como eu sempre quis morar sozinha, me sinto um pouco parte daquele universo, mesmo sem ter conseguido realizar tal desejo, afinal, deixei a casa dos pais para montar a minha com o marido. Não me arrependo, mas que dá uma vontade de sentir exatamente o que ela conta lá, ah...isso dá.

Então, sempre passo pelo Miojo - aliás, um dos meus pratos favoritos, pasmem! -, me delicio com os posts, vez ou outra deixo um recado e me vou.

Nestas, Rosane deu um pulo aqui e acho que gostou, afinal, eu tenho a honra de ter o meu blog, nos favoritos dela.

Fiquei bem feliz com isso. Afinal, é bom saber que alguém como a Rosane aprecia as linhas que rascunho.

Dá uma passadinha lá no
Miojo e veja de perto as delícias e aventuras de se morar só.

Voltei!

Foto: Luis Lobo Henriques

Depois de um bom tempo ausente, estou de volta. E com muita coisa para contar.

Não saí borboleta do casulo. Tampouco consegui renascer. Na verdade, passei por um período de limbo, de inércia.

Alguns dias nascem ensolarados, outros nublados. A fase está difícil. Não é mais tão simples sorrir. Mas tenho lutado contra as trevas e vou superar.

Por enquanto, decidi que ficar encasulada não é a solução. Não estava ajudando.

Então, cá estou e prometo: por mais que a fase seja complicada, os posts não serão melancólicos.

Apareçam, comentem e não me deixem só!

quarta-feira, maio 28, 2008

Nascer de novo


Eu sempre quis ser como a borboleta: ora lagarta, se recolhe, e renasce divina
Mas borboletas duram tão pouco, e eu queria ser eterna
Queria ser daquelas lembradas por um grande feito, um grande gesto, ou um singelo sorriso
Mas sou lagarta, ainda.

Sinto que é chegada a hora do recolhimento
Mas eu já a senti outras vezes, e adiei.

Agora os tempos estão difíceis
A mente questiona, o coração cala e a alma pede entendimento
É hora de buscar o casulo
Para, então, renascer.

sábado, maio 10, 2008

Aguardem!


Queridos leitores e amigos,
O trabalho andou corrido e fiquei sem postar. Mas tenham paciência, pois tenho muitas coisas a contar.
Não estou em casa, nem no escritório, portanto, impossível escrever da forma como vocês merecem (com cuidado, carinho e imagens, claro) neste momento.
Semana que vem contarei cenas de um feriado delicioso e um domingo glorioso.
Aguardem, vocês não irão se arrepender!

quarta-feira, abril 30, 2008

Feito com AMOR!

Todos os dias dou um pulo nos blogs que mais gosto. E olha que grata surpresa eu tive: a querida Karina Mendes, do Delirium Poeisis, indicou o Menina da Lua para ganhar o selo Este Blog é Escrito com Amor.

Além de muito feliz, pois realmente escrevo estas linhas com muito carinho, fiquei pra lá de honrada. Obrigada, Ká, muito obrigada!

Então, agora é a minha vez de fazer indicações e promover a integração entre os blogueiros de plantão. Porém, pelo que percebi, a idéia é indicar três blogs, mas não vou conseguir, minha listinha vai ser um pouco maior, mas podem confiar: são escritas mais que merecedoras!

Blog do Cris - ali tem de tudo um pouco: futebol, política, psicologia, com textos afiados e inteligentíssimos
rima-mari-rima - as mais lindas poesias, da Mari Marinaro
Em cima do Salto - moda e elegância é o que se encontra por ali
Gatoca - porque eu amo "bigodes" e o blog da Beatriz caiu como uma luva para os amantes de gatos.

sexta-feira, abril 25, 2008

Recente aquisição!


Não tem nada mais gostoso que presentear a si mesmo. Ontem, na volta do almoço com o marido, topei com este lindo par de sapatilhas. A sensação de nostalgia foi imediata. Logo lembrei das Congas vermelhas que usava quando pequena.

Confesso que as Congas não eram lá a última maravilha da moda. Mas eu era criança e tudo era divertido. Hoje, posso me dar ao luxo de sair por aí com minha versão moderna e me sentir o máximo.

Arrematei o sapatinho novo na hora e voltei para casa feliz e contente. Não preciso nem dizer que elas estão no meu pé agora mesmo, não é?

Para completar o visual, ainda troquei de bolsa: um modelito vermelho, de veludo cotelê, lindo, que ganhei de aniversário da tão querida Michele Chaluppe.
E assim, desfilo contente pelas ruas bucólicas da minha nova morada.

O misterioso sumiço das letras

A letra A quase inexiste. O Q já perdeu sua perninha. Já
a letra E está mais estreita, coitada. E o M começa a ficar manco.
Já faz um bom tempo que as letras do teclado do meu computador começaram a sumir. Tentei descobrir o problema, mas só cheguei à conclusão de que o artefato era vagabundo.

O que mais me intrigava, porém, era que o teclado do computador do meu marido era da mesma marca e suas letrinhas brancas estavam lá: lindas e reluzentes. Mas como se ele sua como uma bica?

Recentemente, troquei de máquina e passei a trabalhar em um notebook. Não demorou muito as letrinhas também começaram a perder suas formas. Por mais que eu tentasse, não conseguia entender o que estava acontecendo.

Será que a ponta de meus dedos soltam uma enigmática enzima destruidora de letras?

Não, não. Em um insight maravilhoso percebi que minhas unhas compridas são as responsáveis pelo sumiço das letras. Algumas vezes, eu digito e as unhas raspam as teclas.

A resposta foi muito menos criativa que as hipóteses que se passaram por minha cabeça. Mas o fato é que o problema foi descoberto, porém, não solucionado, afinal, as unhas continuam longas!

P.S.: Vou seguir o sábio conselho da minha amiga Cíntia e refazer as letras com tinta, caneta, ou o que for possível. Vaidade em primeiro lugar, oras!

quinta-feira, abril 24, 2008

Aprendendo a dar tempo ao tempo

Foto: Helena Leiria de Matos

No percorrer do meu caminho profissional, infelizmente, muito cedo, cruzei com pessoas maldosas e insanas. A impressão que eu poderia ter, portanto, é que superiores são tiranos e egocêntricos.

Mas que bom que meu caminho foi muito mais laureado com pessoas brilhantes, amáveis, sinceras e de bom coração. Destes, alguns se tornaram amigos pessoais e muito, muito queridos.

Assim aconteceu com uma editora para quem eu costumo frilar. Parece uma menina, pequenina por fora e grande por dentro, de sorriso encantador e espontâneo. É possível ver no brilho dos seus olhos a energia que carrega. Ela irradia felicidade. A fala suave e, às vezes, apressada me ensina muito sobre a profissão, sobre a vida e até sobre mim.

Nos vimos duas vezes, apenas, mas eu já estava encantada com sua pessoa de longe, apenas com nosso contato virtual e telefônico. E, assim, com a identificação instantânea, a guardei num cantinho especial da minha vida, aquele cantinho em que só entra os poucos que possuem a senha, com quem divido pedaços de mim.

A ela confessei, recentemente, uma angústia que já sinto faz um tempo. E, de alguma maneira, senti que apenas ela poderia me ajudar.

E de um jeito tão simples e sincero, ela me disse: “tudo demora para amadurecer”.

É isso, vou seguir seu conselho e aprender a “dar tempo ao tempo”.

Obrigada, querida, por fazer parte do meu mundo. Espero que nossos laços se estreitem cada vez mais.

Presente para a Manu


Eu e Cristiano – o marido – não gostamos de presentear crianças com os brinquedos mais vendidos do momento. Somos aquele tipo de casal que curte pra caramba brinquedos pedagógicos e afins.

Nesta esteira de raciocínio não podia ter havido coisa melhor que conhecer a Cris Paz, a mente mirabolante e criativa da Chez Cris. Assim, o presente de aniversário da Manu, nossa sobrinha fofa e linda, será o Kit Lanchinho aí de cima. Não é lindo?

Tudo bem que até a gente decidir levou tempo, afinal, a Cris tem cada coisa fofa que fica difícil decidir. Manu vai ganhar seu presente meses depois de ter feito aniversário, mas a espera valeu a pena, com certeza.

A próxima aquisição que faremos com a Cris será o Kit Soninho (abaixo), para o Felipe, o irmãozinho da Manu que acaba de chegar. Não é a coisa mais encantadora?