quarta-feira, maio 28, 2008

Nascer de novo


Eu sempre quis ser como a borboleta: ora lagarta, se recolhe, e renasce divina
Mas borboletas duram tão pouco, e eu queria ser eterna
Queria ser daquelas lembradas por um grande feito, um grande gesto, ou um singelo sorriso
Mas sou lagarta, ainda.

Sinto que é chegada a hora do recolhimento
Mas eu já a senti outras vezes, e adiei.

Agora os tempos estão difíceis
A mente questiona, o coração cala e a alma pede entendimento
É hora de buscar o casulo
Para, então, renascer.

sábado, maio 10, 2008

Aguardem!


Queridos leitores e amigos,
O trabalho andou corrido e fiquei sem postar. Mas tenham paciência, pois tenho muitas coisas a contar.
Não estou em casa, nem no escritório, portanto, impossível escrever da forma como vocês merecem (com cuidado, carinho e imagens, claro) neste momento.
Semana que vem contarei cenas de um feriado delicioso e um domingo glorioso.
Aguardem, vocês não irão se arrepender!

quarta-feira, abril 30, 2008

Feito com AMOR!

Todos os dias dou um pulo nos blogs que mais gosto. E olha que grata surpresa eu tive: a querida Karina Mendes, do Delirium Poeisis, indicou o Menina da Lua para ganhar o selo Este Blog é Escrito com Amor.

Além de muito feliz, pois realmente escrevo estas linhas com muito carinho, fiquei pra lá de honrada. Obrigada, Ká, muito obrigada!

Então, agora é a minha vez de fazer indicações e promover a integração entre os blogueiros de plantão. Porém, pelo que percebi, a idéia é indicar três blogs, mas não vou conseguir, minha listinha vai ser um pouco maior, mas podem confiar: são escritas mais que merecedoras!

Blog do Cris - ali tem de tudo um pouco: futebol, política, psicologia, com textos afiados e inteligentíssimos
rima-mari-rima - as mais lindas poesias, da Mari Marinaro
Em cima do Salto - moda e elegância é o que se encontra por ali
Gatoca - porque eu amo "bigodes" e o blog da Beatriz caiu como uma luva para os amantes de gatos.

sexta-feira, abril 25, 2008

Recente aquisição!


Não tem nada mais gostoso que presentear a si mesmo. Ontem, na volta do almoço com o marido, topei com este lindo par de sapatilhas. A sensação de nostalgia foi imediata. Logo lembrei das Congas vermelhas que usava quando pequena.

Confesso que as Congas não eram lá a última maravilha da moda. Mas eu era criança e tudo era divertido. Hoje, posso me dar ao luxo de sair por aí com minha versão moderna e me sentir o máximo.

Arrematei o sapatinho novo na hora e voltei para casa feliz e contente. Não preciso nem dizer que elas estão no meu pé agora mesmo, não é?

Para completar o visual, ainda troquei de bolsa: um modelito vermelho, de veludo cotelê, lindo, que ganhei de aniversário da tão querida Michele Chaluppe.
E assim, desfilo contente pelas ruas bucólicas da minha nova morada.

O misterioso sumiço das letras

A letra A quase inexiste. O Q já perdeu sua perninha. Já
a letra E está mais estreita, coitada. E o M começa a ficar manco.
Já faz um bom tempo que as letras do teclado do meu computador começaram a sumir. Tentei descobrir o problema, mas só cheguei à conclusão de que o artefato era vagabundo.

O que mais me intrigava, porém, era que o teclado do computador do meu marido era da mesma marca e suas letrinhas brancas estavam lá: lindas e reluzentes. Mas como se ele sua como uma bica?

Recentemente, troquei de máquina e passei a trabalhar em um notebook. Não demorou muito as letrinhas também começaram a perder suas formas. Por mais que eu tentasse, não conseguia entender o que estava acontecendo.

Será que a ponta de meus dedos soltam uma enigmática enzima destruidora de letras?

Não, não. Em um insight maravilhoso percebi que minhas unhas compridas são as responsáveis pelo sumiço das letras. Algumas vezes, eu digito e as unhas raspam as teclas.

A resposta foi muito menos criativa que as hipóteses que se passaram por minha cabeça. Mas o fato é que o problema foi descoberto, porém, não solucionado, afinal, as unhas continuam longas!

P.S.: Vou seguir o sábio conselho da minha amiga Cíntia e refazer as letras com tinta, caneta, ou o que for possível. Vaidade em primeiro lugar, oras!

quinta-feira, abril 24, 2008

Aprendendo a dar tempo ao tempo

Foto: Helena Leiria de Matos

No percorrer do meu caminho profissional, infelizmente, muito cedo, cruzei com pessoas maldosas e insanas. A impressão que eu poderia ter, portanto, é que superiores são tiranos e egocêntricos.

Mas que bom que meu caminho foi muito mais laureado com pessoas brilhantes, amáveis, sinceras e de bom coração. Destes, alguns se tornaram amigos pessoais e muito, muito queridos.

Assim aconteceu com uma editora para quem eu costumo frilar. Parece uma menina, pequenina por fora e grande por dentro, de sorriso encantador e espontâneo. É possível ver no brilho dos seus olhos a energia que carrega. Ela irradia felicidade. A fala suave e, às vezes, apressada me ensina muito sobre a profissão, sobre a vida e até sobre mim.

Nos vimos duas vezes, apenas, mas eu já estava encantada com sua pessoa de longe, apenas com nosso contato virtual e telefônico. E, assim, com a identificação instantânea, a guardei num cantinho especial da minha vida, aquele cantinho em que só entra os poucos que possuem a senha, com quem divido pedaços de mim.

A ela confessei, recentemente, uma angústia que já sinto faz um tempo. E, de alguma maneira, senti que apenas ela poderia me ajudar.

E de um jeito tão simples e sincero, ela me disse: “tudo demora para amadurecer”.

É isso, vou seguir seu conselho e aprender a “dar tempo ao tempo”.

Obrigada, querida, por fazer parte do meu mundo. Espero que nossos laços se estreitem cada vez mais.

Presente para a Manu


Eu e Cristiano – o marido – não gostamos de presentear crianças com os brinquedos mais vendidos do momento. Somos aquele tipo de casal que curte pra caramba brinquedos pedagógicos e afins.

Nesta esteira de raciocínio não podia ter havido coisa melhor que conhecer a Cris Paz, a mente mirabolante e criativa da Chez Cris. Assim, o presente de aniversário da Manu, nossa sobrinha fofa e linda, será o Kit Lanchinho aí de cima. Não é lindo?

Tudo bem que até a gente decidir levou tempo, afinal, a Cris tem cada coisa fofa que fica difícil decidir. Manu vai ganhar seu presente meses depois de ter feito aniversário, mas a espera valeu a pena, com certeza.

A próxima aquisição que faremos com a Cris será o Kit Soninho (abaixo), para o Felipe, o irmãozinho da Manu que acaba de chegar. Não é a coisa mais encantadora?


Balaio de Gato


Quem me conhece sabe bem da minha paixão por gatos. Também sabe que a família felina lá em casa é grande. Somos em 8, embora tenhamos sido 10.

Por estes passeios blogueiros conheci o
Gatoca e me apaixonei. Não conheço sua autora, mas sei que é colega jornalista. Também sei que é, assim como eu, fã destes bichanos encantadores. Acompanhar suas crônicas é nada além que delicioso.

Recomendo muito!

quarta-feira, abril 23, 2008

Dona de casa desesperada

Vocês podem estranhar ou até me achar doida, mas eu juro que eu gostaria de fazer faxina na minha casa!

Sim, amigos, eu gostaria de lustrar o chão, os móveis, as peças do banheiro, os armários da cozinha, os bibelôs, enfim, meu sonho de consumo era eu mesma cuidar da minha casa e deixá-la limpinha, do jeito que eu acredito que deve ser.

Mas não posso. Por dois motivos: saúde e falta de tempo.

Tenho alergias que não me deixam varrer e tirar o pó e nem ao menos lavar o chão ou o banheiro.

Sim, queridos, o cheiro dos produtos de limpeza "fecham" a minha garganta. Além disso, trabalho e amo meu trabalho, portanto, não o largaria para esfregar meu próprio chão.

Desta forma fico na mão das faxineiras. E como é difícil achar alguém de confiança, competente e com compromisso. Eu pensei que tinha encontrado.

A moça ia uma vez por semana em casa e já estava comigo há quase 3 anos.

Mas de uns tempos para cá vivia pisando na bola: não limpava mais tão bem, faltava e não avisava...

Meu marido, bem menos benevolente que eu, depois de um deslize caracterizado por ele como inaceitável decidiu mandar a moça embora. Como bem sabe que fujo destas tarefas, pois meu coração é bobo demais, ele correu na frente e arrumou outra pessoa.

E ele acaba de despedir a antiga faxineira. Fiquei imóvel como se fosse uma pedra, enquanto ele fazia o trabalho sujo.

Se eu me metesse, já teria voltado atrás.

segunda-feira, abril 07, 2008

Porque um dia elas crescem!



Sim, eu confesso, sou uma sentimental de carteirinha. Sou daquelas que gosta de abraço apertado, beijo estalado. Acho lindo irmãos que se gostam, famílias que são unidas. E, as lágrimas escorrem sem dó quando estou emocionada.

Não me envergonho de dizer que gosto para quem gosto. E digo sempre!

E hoje preciso contar de uma pessoa muito especial na minha vida, que recentemente me emocionou. Ela, que já foi pequena, hoje, grande, prova que é aquilo que sempre mostrou que seria.

Irina é minha prima mais amada. Nasceu um mês e um dia depois de minha irmã. É filha dos meus tios mais queridos e sempre, sempre foi meu xodó.

A pequena tímida, se transformou em mulher forte, batalhadora por seus ideais, ombro amigo, de humor ácido e inteligente e sempre pronta para vencer uma boa briga. Mas é a mulher mais meiga que já vi, tem o abraço mais acalentador do universo, o olhar mais profundo e o sorriso mais encantador.

E por mais que eu percebesse tudo isso que se desenvolveu na minha pequena, só fui me dar conta do quanto ela havia crescido no dia da sua formatura. Foi lindo, mas foi triste.

Lindo porque é maravilhoso te ver caminhar e conquistar tudo o que merece. Mas triste porque, hoje, já não precisa de mim tanto quanto eu gostaria, já não sei mais de ti quanto soube um dia e, claro, não sou mais o colo para o qual você sempre corria primeiro.

É egoísmo? Acho que sim. Mas é o sentimento mais puro e inocente de alguém que te ama absurdamente.

E por mais que te ver crescer seja doloroso, é a melhor dor que eu poderia sentir.

Cresça, minha pequena. Vá para bem longe, conquiste tudo o que tiver de conquistar, mas saiba sempre que estarei aqui: para te aplaudir, ou para te consolar.

Você é a minha paixão e sempre será a minha pequena! E eu te amo para sempre...


Chega de promessas!

Desde que mudei para cá, prometi que tornaria a vida mais simples. Exatamente como eu sempre sonhei que ela fosse. Mas sempre dou um jeitinho de complicar tudo, porque vivo fazendo promessas. E, para mim, promessa feita tem que ser cumprida. E quando não cumpro, bate aquela culpa danada.

Prometo escrever todos os dias e não escrevo, mas tenho justificativas ótimas para quem estiver interessado.

Prometo comer melhor e não como.

Prometo passar filtro solar todos os dias, cremes e hidratantes para me manter jovem. E desisto antes da primeira semana se completar.

Prometo para a manicure ir lá a cada 15 dias e fico 3 meses sem dar às caras.

Prometo arrumar a minha mesa - que é uma bagunça - e nunca cumpro.

Prometo acordar cedo e ir à academia e nem chego fazer a matrícula.

Enfim, por estas e por outras, decide: chega de promessas!

Vou escrever ao meu tempo e fazer todas as outras coisas assim também. Mas peço que me prometam que não deixarão de vir ver se há novidades! ;-)

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Porque hoje é o dia dela!


Fabi é uma destas pessoas raras de se encontrar: alegre, sempre de bem com a vida, fala o que pensa e é inteligente, sagaz e parceira para todas as horas.

Conheci essa moça no meio do meu maior inferno astral, mas ela soube me ouvir e me aceitar e descobrimos aí uma amizade verdadeira e profunda, que nem a distância era capaz de abalar. Sim, porque Fabi é carioca e eu paulista, mas o que são 600 km quando existe internet?

De tantas qualidades que eu poderia listar nesta amiga tão querida talvez eu destacasse paciência e compreensão. Afinal, devo ser a amiga mais duranga que ela já teve e isso me impediu de ir ao seu casamento e de cumprir a promessa de visita em sua nova casa, em Buenos Aires. O mais bacana nela é que, no fundo, ela acredita que vou superar a duranguisse em breve e vou comer Havana e fazer compras com ela. E é por ela ser assim que sou tão feliz em tê-la sempre por perto.

Amiga das boas, com apurado senso estético, ainda vai fazer uma reforma de estilo no meu guarda-roupa e ainda vai ouvir muito as minhas neuras e inseguranças. E vai torcer por mim, com muita força, porque a Fabi é assim.

Fabi, neste dia mais que especial, eu queria te dar um abraço muito forte e dizer pessoalmente o quanto você é especial para mim. Espero que esta singela homenagem possa representar tudo isso.

Obrigada por existir, por ser tão companheira, tão amiga, tão otimista, tão alegre. Teu sorriso é a melhor coisa do mundo!

Desejo que este seu novo ciclo de vida seja repleto de realizações, conquistas, felicidades e muita luz, porque você merece.

FELIZ ANIVERSÁRIO. AMO VOCÊ DE MONTÃO, AMIGA!

terça-feira, janeiro 29, 2008

Quem tem amigos, tem tudo!

Queridos,

A fofa da Cris Paz, uma amiga recente e querida que fiz, atendeu meus apelos e deu cara nova ao Menina da Lua!

A foto é da minha amiga mais que querida e especial Viviane Pelissari, que eu amo de paixão e de quem morro de saudade.

Agora só falta uma fotinha minha. Mas essa a Cris coloca depois, porque a gripe me derrubou, mandou uma febre de 38,5° e sentenciou que eu devia ficar na cama. E foto com cara amassada, aqui não, né? Principalmente com esse visual lindo que a Cris criou.

Cris, super obrigada! E visitem o blog da moça, porque eu também estou sempre por lá: http://ahtatudobem.blogspot.com

Até amanhã, com a história da gripe...atchim! Desculpe...

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Ganhos e Perdas

2007 não foi de todo ruim. Embora eu tenha tido mais perdas e dores do que gostaria e passado por momentos dos quais fugiria, neste ano, tive duas grandes conquistas e a prova de que os poucos amigos que levo comigo são amigos muito além do que eu mesma poderia supor. Estas descobertas valem ouro, a gente guarda no coração, e segue a vida mais feliz.

Uma das conquistas que 2007 me trouxe foi uma pessoa especial, que vi uma vez apenas, que passei horas a tagarelar, mas que como mágica ganhou meu coração de forma que nem eu sei explicar. Sei lá, coisa de alma, saca? Santo bateu!

Além de conhecer uma grande pessoa, uma grande mulher e a ter colocado - mesmo sem pedir autorização - no posto de amiga, conheci uma poetisa de mão cheia. E é com um poema dela, que inicio minhas postagens, porque só a sua sensibilidade para traduzir o que ando sentido.

Porque ele virou brisa e foi cantar para outros ouvidos...


Suave como a Brisa




Foto: Cesar Braga de Oliveira
Poesia: Mari Marinaro (rima-mari-rima)

Qualquer dia serei suave como a brisa,
E partirei com o vento.
Serei leve como o ar.
Despida das palavras,
Não saberei falar,
Nem terei o que dizer.
E quando chorar,
Um corpo hei de molhar,
E não será o meu.

Neste dia serei lúcida,
Como o destino,
E com a mente vazia,
Escutarei o coração,
Ecoar na minha boca,
A emoção de alcançar o dia,
Não esperar por próximos,
Reconhecer-me partículas,
E desaparecer na multidão.


Quem disse que o ano começa depois do Carnaval?


Foto: Bábara Porto

Todo mundo diz que o ano só pega no tranco depois do Carnaval. Confesso que a regra se aplica muito bem para várias coisas, setores e pessoas. Mas só para contrariar eu vou ser diferente!

Depois de um longo e tenebroso inverno, sim, tenebroso, eu volto a atualizar o blog, diariamente - menos de finais de semana e feriados -, prometo. E antes do Carnaval!

Eu queria reinaugurar o blog com uma cara nova, uma foto, um layout mais a minha cara e as maluquices que conto por aqui, mas sou completamente lesada no quesito Html, portanto, até que uma boa alma se ofereça para me ajudar - sim, isso foi uma indireta aos leitores! - a gente continua com essa mesma roupinha, tudo bem?

E assim já quero começar o ano: desejando um 2008 de realizações, conquistas e felicidade. Porque 2007 não foi fácil, nem um pouco fácil e eu quero um ano realmente novo e melhor: pra mim e pra todos que me rodeiam!

quinta-feira, outubro 18, 2007

Cabeça de vento, ao vento!


Não sei se trabalho demais, se me preocupo com a vida, ou se sou simplesmente avoada. A questão é que divirto a mim mesma e ao meu marido, que chora de rir com minhas maluquices.

Na maioria dos dias da semana usamos nossa moto como meio de transporte para chegarmos ao nosso escritório. Pois bem, dia desses, depois de uma longa jornada de trabalho mental, decidimos que era hora de rumar para casa, alimentar os filhos de quatro patas, nos alimentar e descansar.

Desligamos os computadores, apagamos as luzes, trancamos a porta, subimos na moto e pegamos o caminho da roça. Porém, quando já estávamos a uma quadra de distância do escritório percebi que algo estava errado. Tinha muito vento a bater em meu rosto. Foi então que um riso frenético tomou conta de mim: eu estava sem capacete!

O problema não era ter esquecido o acessório indispensável. O problema foi dar conta do esquecimento apenas depois de andar alguns quilômetros com a cabeça ao vento.

Pedi que ele parasse e quando percebeu o porquê ele não sabia se ria ou se pedia minha interdição!

quinta-feira, setembro 27, 2007

Consultório médico

Tenho nove gatos e uma cachorra. E nenhum filho humano. Isto significa que freqüento consultórios veterinários em detrimento de pediatras. Mas terça-feira me peguei em uma situação hilária.

Katarina e Dulcinéia, minhas gatinhas de seis meses de idade, foram castradas há uma semana e era chegada a hora de retirar os ponto. Saímos mais cedo do trabalho para cumprir esta tarefa de “pais”.

Quando chegamos ao consultório do veterinário percebemos uma certa movimentação. O local, que normalmente está tranqüilo, estava cheio. Motivo: o veterinário fazia uma cirurgia de emergência em uma gata engasgada com espinha de peixe. Definitivamente não se faz mais gatos como antigamente!

A única coisa que podíamos fazer era esperar. E foi o que fizemos. Porém, em dado momento, me vi sentada na sala de espera papeando alegremente com mais três proprietárias de animais: a dona do Fred, um poodle simpático, a dona da gata engasgada e a dona de dois gatinhos machos a serem castrados.

O mais engraçado, na verdade, foi perceber a cena que acontecia. Exatamente como acontece com as mães que levam seus filhos ao pediatra. Elas se unem e o papo gira em torno das crianças e suas variações. E, no fim, ninguém lembra o nome da mãe de ninguém, mas lembra o nome da meninada.

E lá estava eu, na falta de filhos bípedes, falando dos meus bichanos, trocando experiências felinas e caninas, abominando os matadores de animais e os veterinários mutiladores, junto das outras “mães”. E, no fim, seu só lembrava o nome dos bichos.

É tão bom ser tia...


No final de semana passado eu e maridão recebemos a visita ilustre de Manuela, nossa querida sobrinha. Na verdade, Manu é filha da Cíntia – minha cunhada –, irmã do Cris; logo tio mesmo é ele. Mas e daí? Eu não ligo nem um pouco, porque eu me sinto muito tia dela e ponto final, oras bolas.

A trupe chegou já na sexta à noite e Manu dormia serena no carro, mas não demorou muito para ela acordar e começar a correr pela casa atrás dos gatos. Até a Branca, minha cachorra gigante, ganhou sua atenção. Manu mandava ela parar de latir!

Cada gato que ela via perguntava o nome e, ao seu modo, repetia. Assim minha tropa felina se transformou em Pió (Filó), Benê, Juju, Dodô, Pompom e Tão (Vitão). Salém ela desistiu de chamar, pois não entendia muito bem esse nome, então, ela ia até ele e mandava ele acordar, porque Salém só sabia dormir.

E a praia? Como Manu adora praia, por ela não sairíamos de lá – e por mim também. A diversão do sábado e do domingo, pela manhã foi brincar na piscina improvisada. À tarde, ela corria pela casa a chamar os bichos e a me chamar. Era só sumir por uns minutos que eu ouvia Luuuuuu. Que delícia, nunca pensei que isso fosse tão bom.

No sábado à noite a levamos ao parque e titio Cris encarou com a sobrinha desde Carrossel, Centopéia até o brinquedo da Xícara. E ele se divertiu mais que ela. O passeio em seguida pela feira de artesanato rendeu uma bolsinha de boneca e uma minhoca rosa, que Manu não desgrudou um segundo.

A garota é tão simpática e divertida que fez até amizade com as filhas da vizinha e logo estava ganhando sorvete, pulseirinha, ursinho, colo. A brincadeira rolou solta.

Resumindo: passei o final de semana ouvindo Luuuuuu, correndo para lá e para cá, ganhando e dando beijinhos, ouvindo muita Xuxa, sorrindo adoidado e carregando a Manu no colo feito canguru.

Depois de toda esta malhação só posso dizer que ser tia é bom demais e que já estou morrendo de saudade da Manu!

segunda-feira, setembro 24, 2007

É chegada a Primavera


Esta é a época do florescer, do renascer, do recomeçar. Uma agradável sensação de vida começa a despontar dentro do peito, após os frios e escuros meses de inverno. É chagada a hora de abrir as janelas, sacodir a poeira e nascer de novo. A vida se descobre mais flexível e com todo o seu esplendor busca o equilíbrio.


Assim como os chapéus-de-sol da foto, que começam a ganhar nova roupagem com o brotar de suas verdes folhas, eu também inicio minha transmutação. É hora de jogar fora o velho e abrir espaço para novo, receber as energias do sol e crescer com força e coragem.


É na primavera que completo sempre mais um ano de vida e é na época das flores que sinto o poder do recomeço. Assim como a natureza, também preciso do meu tempo no casulo, para então, no meu novo ano, renascer!


P.S.: Estas são as árvores que me conhecem desde menina, para quem conto meus segredos, sonhos e desejos. Foram elas que enxugaram minhas lágrimas de tristeza e me deram forças para seguir, exatamente aqui, onde eu sempre quis estar.

sexta-feira, setembro 21, 2007

Informe-se e não reclame sem fundamento

Eu acho o fim da picada (quem será que inventou este termo???) gente que reclama de graça, sem motivo. Sério, isso me deixa nos nervos.

Meu escritório é ao lado de uma sede do Procon, em uma vilinha de escritórios. Quem vai até o órgão inevitavelmente passa por minha porta. E eu escuto cada reclamação absurda e infundada, que um dia sou capaz de sair na porta, chamar o fulano e passar um corretivo. Já estou chegando a este ponto.

Tudo isso porque a pessoa vem até o Procon e lê que o atendimento é só de segunda à quinta feira, das 13hs30 às 17hs30. Por que não passa pela cabeça do infeliz a brilhante idéia de perguntar o motivo do horário ao invés de sair chamando gente que rala de vagabundo?

As pessoas têm uma mania imbecil de falar que órgão público não funciona, que o país é uma porcaria, que funcionário público é vagabundo. Sim, tem muita coisa errada. Sim, muita coisa tem que melhorar. E sim, também, muitos órgãos e funcionários públicos deixam a desejar – e muito. Mas nunca se deve generalizar.

Está parecendo o locutor da rádio local, da cidade em que moro. Ele não passa um só dia sequer sem falar que o Brasil é uma palhaçada, que certas coisas só acontecem aqui, que isso aqui não tem mais jeito. O cara me tira do sério, tanto que nem vou mais ouvir a rádio para não estragar meu café da manhã.

Se o Brasil é o horror dos horrores, mexe a bunda, vai morar em outro lugar ao invés de falar, falar e falar. Sabe por que isso tudo me irrita? Porque é tudo gente que não move uma palha para que o país melhore; é gente que não pensa, não avalia e não se informa.

Em tempo: o Procon só atende os munícipes naqueles dias e horários porque todas as manhãs têm audiência para resolver as pendengas dos reclamantes e na sexta-feira, durante todo o dia, também. E as moças estão na lida diariamente desde às 8hs. Se ao invés de reclamar a pessoa procurasse se informar teria orgulho do órgão.